segunda-feira, abril 26, 2004

Amizade...a tua Amizade...

Amizade � um namoro...um entardecer de olhares c�mplices que se revelam em segredos partilhados numa noite de Crian�a...
Amizade � quando um raio, um �nico raio te escalda o corpo numa noite de Inverno...
Amizade sou "eu", �s "tu"...Amizade somos N�s num s�...


quinta-feira, abril 22, 2004

Um Ano...
Faz um Ano que tudo mudou neste meu caminho cheio de curvas...faz Doze meses que a curiosidade e a descoberta possuiram-me de tal forma que a minha alma rebentou no ar tal e qual um menino rebenta o seu bal�ozinho...
Faz um Ano em que o Sil�ncio deixou de existir e sozinha n�o quis mais avan�ar porque, na verdade, pensei que teria encontrado algu�m para proteger o meu corpo fr�gil das golpadas trai�oeiras da noite sempre fria...

Shiuuuuuuu...

Deixa-me estar sozinha, em Sil�ncio...porque depois de tanto tempo consigo novamente escutar a Voz da Alma e re-apaixonar-me pela sua Grandiosidade...Contemplo estes minutos porque s�o raros, porque s�o �nicos, porque assumem-se como pequenos tesouros que tenho que enterrar no meu cora��o e pensamento, para nunca mais ningu�m mos roubar...Neste Sil�ncio oi�o-me a mim, neste Sil�ncio oi�o o meu cora��o palrar a verdade...

Shiuuuuuu.....

Deixa-me am�-lo uma �ltima vez....

...deixa-me amar o Sil�ncio...





terça-feira, abril 20, 2004

Uma folha que cai de uma �rvore diz-me que s�o horas de voltar, de me entregar novamente � rotina extasiante da minha vida! E sigo essa pequena folha, deixo-me ent�o levar pelo vento, copio-lhe o andar leve e voante, a despreocupa��o de n�o ter medo de ir contra as coisas que se lhe disp�e pelo trilho que quer seguir...e nesta roda viva, dou por mim perdida mas encontrando a mim pr�pria...

quarta-feira, abril 14, 2004

Tempo...
Perde-me...

Perde-me de vez...deixa-me partir, n�o tenhas medo...pois quando tu sentires a minha falta, quando sentires verdadeiramente uma saudade minha que n�o consegues controlar...eu volto para ti...

...eu voltarei para ti...

terça-feira, abril 13, 2004

Rel�gio da Vida!
Um ser desfigurado estende-me a m�o para entrar numa sala estranha, toda envolvida num preto assustador....e eu, curiosa, aceito...levanto-me da cama e deslizo at� l�....
Entrei...o meu corpo deu uma volta completa em torno de si mesmo, as minhas m�os alongavam-se pelo espa�o, os meus cabelos estavam mais compridos que nunca, o meu corpo tornara-se preto, do preto da sala, do preto confuso e apavorante! Gritei! Gritei t�o alto que tudo parou...o preto limpou-se devagar, dando lugar a um p�rola sereno e tranquilizante...eu voltei � normalidade...
Por�m, continuava naquela sala que persistia no seu ambiente misterioso! O ser deformado reapareceu e encaminhou-me para o centro da sala...Gradualmente, comecei a escutar um "tic-tac" que me afligia...de minuto a minuto o som ia aumentando e eu levava as m�os � cabe�a, ajoelhando-me no ch�o, implorando para o som cessar, para acabar o mart�rio, a tortura, a loucura....O som n�o cessava e, em sintonia com as gargalhadas sonantes do Ser maldito, tombei o meu corpo no ch�o e apaziguei a minha alma....Adormeci e sonhei que me foi entregue o rel�gio da vida, da minha vida...que tinha nas minhas m�os o meu destino, o meu "tic-tac", pronto a ser tocado da forma como eu quisesse....
Quando me apercebi o efeito da subst�ncia havia passado e eu estava no caf� com os meus amigos...
Confuso?...

sábado, abril 10, 2004


Levanto-me de madrugada pois escuto os teus passos pela casa vazia e oca...vou ao teu encontro, de mansinho, como quem tem medo de algo inesperado...J� est�s sentado num canto, com as m�os sobre a cabe�a, solu�ando feito b�b�, contra a parede fria e nua...precisas de ajuda, sei-o bem...aproximo-me, caminho em tua direc��o, n�o te querendo assustar! Quando estou a teu lado, sento-me sobre as minhas pernas tr�mulas e estico o bra�o para, com a minha m�o suave, te acariciar o cabelo...mas uma barreira de ferro ergue-se entre o meu mundo e o teu e n�o tenho coragem para a deitar abaixo...levanto-me inconscientemente e regresso para a cama que agora est� fria, sem a tua presen�a, sem o amor que ali j� fizemos...n�o me viste, mas sei que sentiste que estava ali...sei que sentiste que te tentei ajudar...

sexta-feira, abril 09, 2004



N�o sei porqu�...mas resolvi deix�-la cair levemente, sem pressa, sem medo e sem vergonha...deixei-a simplesmente libertar-se...agora...

quinta-feira, abril 08, 2004

" Cuida-te quando fazes chorar uma mulher, pois Deus conta as suas l�grimas...
A mulher foi feita da costela do homem, n�o dos p�s para ser pisoteada, nem da cabe�a para ser superior, mas sim do lado para ser igual, debaixo do bra�o para ser protegida e do lado do cora��o para ser amada..."�
Desconhecido

terça-feira, abril 06, 2004

...be more like me...and be less like you!
Ao fechar os olhos espalho pelo caminho que crio mentalmente pequenas p�talas, simbolizando recorda��es de tudo at� agora...Indescritivel o que sinto quando ven�o mais uma batalha....e esta batalha que ainda perdura, prolonga-se pelo infinito e abarca os teus pensamentos em uni�o com os meus...
Sinto-me uma s�...e n�o a soma de todas as part�culas minusculas em que, durante todo este tempo, me subdividi...
Um cheiro reconhecido passa por mim e deixa uma saudade que n�o quero sentir...Estou diferente, sou diferente....n�o sou quem conheci, n�o sou mais a distra�da que trope�ava em cada sorriso teu...

...porque a minha liberdade chega quando sinto o orgasmo da vit�ria...


domingo, abril 04, 2004

N�o sei...
Falei contigo imenso tempo, as nuvens acompanhavam-me o andar, os anjos estendiam um tapete vermelho por onde passava...a tua voz fez-me renascer, acreditar que afinal possa haver um futuro para n�s...reacendeste a chama h� muito apagada por ti...pediste para nos vermos, disseste que sentias saudade....ser� que a saudade que dizes sentir por mim � t�o grande como a que eu sinto por ti?! Ou essa tua saudade � apenas ilus�ria, uma saudade que inventaste para me reconquistar, para mais uma vez me teres!?
N�o sei...

sexta-feira, abril 02, 2004

N�o sabes nada...
Desenfreadamente, invadiste a minha propriedade privada e arrebataste com todos os momentos que tivemos juntos...! estavas sitibundo de paix�o, de contacto corporal, de sentires que algu�m te quer, que algu�m te deixa entrar...sem sequer tocares � porta, responderes quem �s afinal...simplesmente porque n�o precisas de te identificar...conhe�o-te t�o bem...
Conhe�o-te como me conhe�o a mim mesma, as entranhas mais secretas, as passagens que s� algumas pessoas t�m acesso, os segredos que habita nesta mente, neste corpo arrebatador...sei quando est�s contente, sei quando est�s triste...sei quando em ti habita um sentimento de raiva, que tencionas expelir atrav�s de um momento de pancadaria com algu�m....sei quando em ti ocupa um sentimento de ternura, ao recordares algu�m que te � querido, ou ao visualizares alguma coisa que te remeta para o mais intimo de ti que s� eu, sem mesmo tu saberes, tenho acesso...n�o sabes de nada...

segunda-feira, março 29, 2004

?
Sentada numa esplanada, expondo a minha pele ao tempo incerto, oi�o uma m�sica ao longe que me transporta para um espa�o ut�pico, evocando a minha inoc�ncia, inf�ncia...um espa�o que me remete para o dia em que Te encontrei...
Abra�o o sonho e a recorda��o, levanto a minha face perante as adversidades e solto um sorriso escondido � muito tempo...� bom lembrar-Te, � bom ver-Te, � bom libertar-me das amarras que me prendem � hiberna��o e caminhar de novo por esta terra aquecida pelo carinho que deposito em tudo o que fa�o...
N�o perco tempo e corro...corro, navego, perco-me no arvoredo e descubro um mundo novo, onde as aves cantam melodias serenas e os peixes fazem acrobacias por entre ondas esplendidas de arco-iris...
Planto o meu caracter na areia movedi�a e estabele�o contacto comigo mesmo...a brisa terna e meiga toca o meu corpo gentilmente como ningu�m o tinha feito at� � altura e beija-me loucamente...Parto, determinada, nesta viagem sem volta, por entre ilus�es e cren�as, sentindo cada momento como se de �nico se tratasse....
Vejo-Te l� ao fundo, de bra�os abertos e sorriso na face...Encontrei-Te e n�o mais Te quero perder...�s a minha for�a, o meu alento, a coragem que preciso par gritar ao mundo quem sou e o que quero fazer...�s a vela que queima dentro de mim e que provoca ao meu redor um inc�ndio de amor...�s o que quero almejar, �s a minha confian�a...�s um Exemplo �nico que adorava seguir, masn �s inanting�vel e esse sorriso que na minha inf�ncia encontrei, n�o mais vi...contudo, sei que continuas l�, naquele mundo imagin�rio, esperando por me receber com o mesmo sorriso na face e ainda com os bra�os abertos...
Mesmo tenho certeza disto tudo...continuas a ser um grande e enorme e assustador ponto de interroga��o!

terça-feira, março 23, 2004

Voltei...
Voltei de um mundo imagin�rio que existe, de um espa�o criativo inventado por algum terrestre, de um planeta desconhecido onde o Sol queima as peles mesmo em dias de Inverno...
Voltei e n�o queria voltar....agarrei-me � relva com toda a for�a at� me obrigarem a entrar na nave espacial para regressar ao mundo real...Escondi-me horas a fio em arvoredos e matas sem fim para deste modo n�o me encontrarem nunca e eu poder viver mais umas quantas horas naquele para�so...
Voltei mas l� deixei um peda�o de mim e comigo trouxe um peda�o de l�...Sinto-me inchada de Felicidade e parece que a qualquer instante, por mais mais pequeno e inesperado que seja, explodo e dou origem a um fogo de artificio nunca antes visionado...sinto que sou capaz de sorrir at� � linha de um comboio...
...porque de l� vim feliz... e porque c� sei que o sou...

segunda-feira, março 15, 2004

"As palavras s�o pedras...o que nelas vive � o esp�rito que por elas passa..."
Verg�lio Ferreira em Apari��o

Tamb�m eu acho que o que reside em cada palavra nossa � o esp�rito que nela depositamos, o fervor com que a falamos, o sentimento com a qual a escrevemos....e neste momento...� com uma vybe de paix�o e saudade com que escrevo...e � para voc�s que dedico estas simples palavras...mas fortes em esp�rito...

sábado, março 13, 2004

NADA!!!!!!!
N�o me ocorre nada quando penso em mim, quando penso em ti, no outro, em n�s...
Nada...n�o penso em nada, n�o sou nada, n�o quero nada...
N�o sei NADA foda-se!...

Apenas o branco deste monitor...apenas o branco da minha tela da Vida...apenas uma folha em branco...apenas uma t�nica branca...apenas os len�ois brancos...apenas a minha branca...

sexta-feira, março 05, 2004

Um Adeus...

S� hoje senti
que o rumo a seguir
levava pra longe
senti que este ch�o
j� n�o tinha espa�o
pra tudo o que foge
n�o sei o motivo pra ir
s� sei que n�o posso ficar
n�o sei o que vem a seguir
mas quero procurar

e hoje deixei
de tentar erguer
os planos de sempre
aqueles que s�o
pra outro amanh�
que h�-de ser diferente
n�o quero levar o que dei
talvez nem sequer o que � meu
� que hoje parece bastar
um pouco de c�u
um pouco de c�u

s� hoje esperei
j� sem desespero
que a noite ca�sse
nenhuma palavra
foi hoje diferente
do que j� se disse
e h� qualquer coisa a nascer
bem dentro no fundo de mim
e h� uma for�a a vencer
qualquer outro fim

n�o quero levar o que dei
talvez nem sequer o que � meu
� que hoje parece bastar
um pouco de c�u
um pouco de c�u

(Mafalda Veiga; "Um pouco de C�u")

E para ter esse pequenino peda�o de c�u ... parto hoje de fim de semana, para esquecer e reflectir, sentir e deixar fluir...Volto...de certeza...diferente do que vou!

quinta-feira, março 04, 2004

Mundo...
Pelo vidro embaciado do autocarro em que vou, espreito para o Mundo que me espera l� fora...um Mundo que, sem duvida, n�o me acolhe como filha mas apenas como um insecto repugnante que voa sem destino...um Mundo que n�o se revela em mim, que n�o se proporciona � minha grandeza...um Mundo que desconfia de mim e do meu valor, que me interroga e que me rebaixa...um Mundo frio, gelado, um Mundo sem vida, um Mundo s� de ataraxia...
E � este o Mundo que me pertence? O Mundo pelo qual eu luto e pelo qual eu espero? O Mundo que, no fundo, marca a minha passagem nesta vida, o Mundo no qual eu partilho tudo com um mero desconhecido ou com um simples amigo? O Mundo que n�o � o meu Mundo porque no final o que eu fa�o e o que todos fazemos � permanecer quedos e mudos...assistindo � destrui��o do Mundo que constru�mos e � nossa propria auto-destrui��o...porque com ele, vai um pouco de n�s...e de qual Mundo falo eu?...

domingo, fevereiro 29, 2004

Relato...o Vazio...
Um sorriso for�ado a um desconhecido que me cumprimenta...um desespero crescente que me arrasta at� ao vazio...um cigarro que me mata lentamente enquanto queima na minha m�o esquerda...um olhar vago que persegue o caf� por completo...uma tentativa falhada de me tentar distrair... um cigarro que apago no cinzeiro...um choro controlado com todas as minhas for�as...uma vontade brutal de desaparecer do Mundo...um ataque mort�fero de uma equipa de Futebol a Outra...uma gargalhada sonora que me ecoa no c�rebro....um desejo arrebatador de abra�ar algu�m e de ser abra�ada tamb�m...um carro que chega, um carro que parte...um suporte de guardanapos que faz companhia a um cinzeiro cheio de beatas, a um isqueiro colorido e a um ma�o de tabaco de uma marca qualquer...um misto de cores que n�o me animam...um arco iris que insiste em n�o aparecer...uma claque fubebol�stica que clama pela vit�ria do seu clube...uma alma solit�ria que escreve num papel fr�gil...um minuto que avan�a procurando as 24h ... um homem que me pisca o olho...um homem que � o homem supostamente j� enterrado na minha mem�ria...um beijo despreocupado nestes meus l�bios frios...uma festa no cabelo em forma de consolo...um carro que parte repentinamente com ele l� dentro, na busca de mais uma noite bem passada...uma cara estupefacta com os breves segundos de recorda��es malignas...uma alma que se volta a perder no passado, uma alma que n�o reencontra o presente...uma alma abandonada, acendendo e fumando um ultimo cigarro de um qualquer ma�o...

quinta-feira, fevereiro 26, 2004

Sentimento de Culpa...
Recrimino-me, culpo-me e castigo-me por pensar em quem penso e por sentir o que sinto!
Hoje, despreocupada com a Vida, vaguei os meus Olhos pela popula��o que me rodeava naquela pra�a onde o Sol espancava amigavelmente cada um que ali estava...Um Tropa vindo de n�o sei onde, espavoneiava-se para as jovens que por ele passavam, encantadas por tal deslumbramento...Um velhote contava os trocos, talvez achados pelas ruas silenciadas desta Cidade, e fazia contas a uma Vida amaldi�oada...Uma crian�a corria em direc��o aos pombos, que, assustados, voavam batendo as suas asas frageis ao sabor da ventania que se fazia sentir...
N�o faz sentido tudo o que vejo, a forma como vejo, o que sinto quando vejo, o que penso, o que fa�o...N�o faz, simplesmente! Depois de ver renascer o Amor, embora inantig�vel, encontro-me de novo embrenhada num Passado que n�o torna a ser o que j� foi...E isto foi o que percebi quando olhei todas aquelas Vidas diferentes da minha...ningu�m ser� como tu nem como eu, ningu�m far� o que fizeste e o que fiz...Ningu�m ser� o que j� fomos nem ningu�m � o que j� n�o somos....

"H� algu�m em mim a quem eu combato para me elevar..."
(Saint-Exup�ry)

segunda-feira, fevereiro 23, 2004

Sorrir. Desesperar. Saltar. Parar. Beber. Saciar. Ver. Lembrar. Sentir. Chorar. Querer. Desisitir. Lutar. Perder.

A cama fria embrulha o meu corpo...
A m�sica embala a minha mente....
O incenso envolve o ambiente....
O Sil�ncio sufoca o meu cora��o...

E o teu olhar persegue-me discretamente por entre a geada dos Ares e o quente do Aroma que se espalha pela casa...esse olhar que n�o esque�o e que nem tu te lembras de mostrar mais vezes.....esse olhar profundo e superficial ao mesmo tempo, esse olhar que s� conhe�o de pequenas passagens, pequenos excertos de uma vida que n�o passa, de uma vida que n�o se movimenta...esse olhar que � tanto mel como fel, que tanto me aquece como me arrepia, que tanto me faz sofrer como me proporciona prazer...esse olhar que eu almejo alcan�ar, esse olhar que eu pretendo ter para mim, esse olhar que, enfim, � a c�pia exacta do meu Antigo Olhar...